domingo, 5 de agosto de 2007
sexta-feira, 22 de junho de 2007
O carvalho e o junco


Conversando, certo dia disse o carvalho ao junco:

-Tens bons motivos para reclamar da natureza. Até um passarinho é um fardo para ti.
Um ventinho à toa que faça a superfície da água ondular, obriga-te a cabeça baixar.
Por outro lado, a minha fronde, Não contente em enfrentar os raios de sol, enfrenta corajosamente a tempestade. Para ti tudo é vento violento, para mim brisa suave. Se nascesses abrigado pela folhagem com que eu cubro a vizinhança, não irias sofrer tanto: Eu havia de defender-te da chuva. Mas costumas nascer nas bordas húmidas do reino do vento. A natureza parece bastante injusta contigo.
-A tua compaixão-respondeu o arbustro-É sincera, eu sei, mas não te inquietes: para mim, os ventos não são terríveis; Eu curvo-me e não me quebro. Tu, com esse corpo grande resistes sem entortar, mas espera o que está a chegar.
Enquanto assim conversavam, lá do horizonte furiosamente surgiu a mais terrivel das tempestades, que os ventos do norte podiam trazer. A árvore tentou resistir, o junco curvou-se. O vento tornou-se mais forte. E tanto fez que destruiu aquele que tinha o céu como vizinho de cima, e as raízes no
andar de baixo.
andar de baixo.As mais belas fábulas de La Fontaine
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Sabias que?
Chama-se "Quinta-feira de Espiga" ou "Dia da Espiga", a quinta-feira de Ascensão,(40 dias após a Páscoa), em que a Igreja comemora a ascensão de Jesus Cristo ao Céu.
Tradicionalmente, nesse dia, em várias localidades, colhe-se a espiga de trigo, o que simboliza a bênção dos primeiros frutos.
Nalgumas regiões fazem-se ramos com espigas de trigo, rosmaninho, malmequeres brancos e amarelos, papoilas e folhagem de oliveira.
Estes ramos guardam-se por um ano.
É costume, nalgumas povoações, soltar andorinhas com laços ao pescoço.
Tradicionalmente, nesse dia, em várias localidades, colhe-se a espiga de trigo, o que simboliza a bênção dos primeiros frutos.
Nalgumas regiões fazem-se ramos com espigas de trigo, rosmaninho, malmequeres brancos e amarelos, papoilas e folhagem de oliveira.
Estes ramos guardam-se por um ano.
É costume, nalgumas povoações, soltar andorinhas com laços ao pescoço.

A espiga simboliza o pão, para que nunca falte comida no lar.
- Os ramos de oliveira simbolizam a paz, tal como a pomba da paz que carrega no bico uma folha de oliveira.
- As flores simbolizam a alegria e, depois, cada uma tem um significado conforme sua cor: malmequer é ouro e prata; papoila, amor e vida; alecrim, saúde e força.
A espiga velha é queimada.
- Os ramos de oliveira simbolizam a paz, tal como a pomba da paz que carrega no bico uma folha de oliveira.
- As flores simbolizam a alegria e, depois, cada uma tem um significado conforme sua cor: malmequer é ouro e prata; papoila, amor e vida; alecrim, saúde e força.
A espiga velha é queimada.
terça-feira, 15 de maio de 2007
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Sabias que
As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo. No princípio do séc. xx , uma jovem americana, Annie Jerwis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão, preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães se alastrou por todo o país e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de Maio.Em Portugal, até há alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas actualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo.


sexta-feira, 27 de abril de 2007
quarta-feira, 25 de abril de 2007
A boneca e eu
Pobre boneca, coitada!
Que vestido tão rasgado!
E nessa face rosada
que ar tão triste e desolado
Pobre boneca, coitada
No teu canto, abandonada,
sem um só olhar amigo,
sem afagos nem carinhos,
vês de longe a brincadeira
passar por outros caminhos...
...enquanto a escura poeira
suja o teu claro vestido
como se el fosse um trapo,
triste farrapo
esquecido
Pobre boneca partida
deixada à margem da vida.
A tua mágoa, afinal`
é quase gémea da minha...
Tão velhote, por meu mal,
uma última ilusão...
...sou como um livro rasgado,
como um boneco quebrado
que se esquecesse no chão...
Mas não chores, minha amiga,
que chorar é desacerto
e a tua beleza antiga
depende só ... de um conserto...
Pudesse eu, por minha sina,
ter também essa certeza...
Mas só lamentar-me
porque não há oficina
- Que tristeza!-
que consiga ... consertar-me...
As histórias do avôzinho
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