sábado, 24 de março de 2007

O gato, o Coelhinho e a D. Doninha



Numa bela manhã, Dona Doninha
esperta e ligeirinha
Apoderou-se do palácio de um coelhinho
O dono estava ausente. Parecia um presente.
Instalou-se lá dentro
Enquanto ele foi brindara um novo dia
Num campo molhado de orvalho.
Depois de muito ter andado,
o coelho cansado, regressou à sua toca.
Mas a doninha estava lá, a espreitar à janela.
-Que vejo na minha casa?
Diz o animal expulso do seu próprio lar.
-Olá , Dona Doninha
vá saindo sem barulho,
ou vou chamar todos os ratos da região.
Toda empinada, a Doninha repondeu-lhe que a terra
pertencia a quem a ocupasse primeiro.
-É um bom motivopara uma guerra,
porque na tua casa, nem de rastos entras mais.
E quando eu for uma rainha,
vou querer saber- disse a doninha-
as leis que dizem a quem ela pertence.
A ti, ao teu filho ou sobrinho,
talvez ao primo ou mesmo a mim.
O Sr. Coelho lembrou os usos e costumes:
-Foram as leis- disse ele -, de pai para filho transmitidas,
que me deram essa casa
e dela me fizeram dono e senhor.
-Ao primeiro ocupante... será essa sensata essa lei?
Mas para não haver zanga,
vamos conversar com o juíz- disse a invasora.
Era um gato a viver como um ermitão devoto,
um gato fingido,
um santo bichano, bem recheado, gordo e grande,
árbitro esperto nestes casos.
O Sr. Coelho, de um lado, na defesa;
Dona Doninha , na acusação.
Assim sse apresentam diante de Sua Excelência,
que falsamente lhes diz:
-Crianças cheguem mais perto,
cheguem mais perto eu sou surdo,
a idade é um problema.
Os dois aproximaram-se sem medo
e põem-se logo a contestar,
o juiz, fazendo-se santo,
agita o martelo, começa a bradar,
e faz os brigões a um acordo chegar.
Isto é o que acontece quando pequenos reis
procuram a ajuda de grandes imperadores.
Retirado do livro«As mais belas fábulas de La Fontaine»

quinta-feira, 15 de março de 2007



Sabias que:



O Dia do Pai celebra-se a 19 de Março, porque este é o dia de S. José, o pai de Jesus. Assim faz-se uma homenagem especial a todos os pais do mundo. S. José, marido de Maria, era carpinteiro e vivia na cidade de Nazaré, na Galileia. O culto a São José começou no século IX. Não se sabe ao certo em que data José nasceu ou morreu, mas o papa Gregório XV, em 1621, referiu a data de 19 de Março como a da sua morte.

domingo, 11 de março de 2007





Sabias que:




A tartaruga gigante das ilhas Galápagos vivem mais que 150 anos, pesam até 226kg, e a carapaça mede aproximadamente 1.20m.




As folhas das plantas caem no outono, porque, os dias vão-se tornando mais curtos e a temperatura começa a baixar, então elas para reduzir o consumo de energia livram- se das folhas como forma de protecção ao frio.

quarta-feira, 7 de março de 2007







O macaco pulava alegremente, de ramo em ramo ao longo da floresta, quando ouviu um rugido atroador. Parando sobre um tronco bem seguro, viu em baixo, no meio da vereda, caído num buraco fundo e escuro -bem grande com certeza fora a queda - um leão que rugia ferozmente. O macaco espreitou, coçou a testa, olhou com mil cautelas em redor, e tomou bruscamente a decisão de acudir o leão.
Eles não eram realmente amigos, mas não tinham também inimizade. Além disso, em abono da verdade, como animais corriam iguais perigos... pois os homens a ambos perseguiam e se por vezes os caçavam vivos... era porque depois os venderiam p'ra lhes dar um destino de cativos . O macaco sabia tudo istoporque um gorila velho e sabedor, que já uma vez fugira de uma jaula, lhe contara com ares de professor que fala aos seus alunos numa aula, coisas que nos seus tempos tinha visto.
Que fez pois o macaco , que era esperto? Ele sabia que... ali bem perto, alguns homens- mais tontos que macacas - tinham deixado tábuasbem cortadas com que pensvam construir barracas (ideias de homens, sempre amalucadas). Porém, mal começada a construção, logo haviam mudado de intenção e deixando o trabalho abandonado tinham partido para qualquer lado. O macaco, que já por lá andadr e tinha visto as tábuas numa pilha (eram leves, até já lhes pegara, mas rijas como agora lhe convinha p'ra tirar o leão da armadilha), logo pôs mãos à obra e em brevetinha , junto da cova, a tábuas reunidas. Escolhendo as mais seguras e compridas, colocou-as de forma a construir, desde o fundo da cova até ao alto, uma rampa jeitosa de subir. O leão percebeu, e a meia altura, bastou-le dar um salto para sair da cova funda e escura.
Então, tendo cumprido a boa acção, o macaco seguiu o seu caminho... porque agradecimentos de leão... por vezes têm excesso de carinho...





As histórias do avozinho

sábado, 3 de março de 2007


Sabias que:
Os crocodilos depois de se terem deliciado com o jantar, choram? Pois é, é que depois de um belo manjar, eles acumulam um excesso de sal no corpo que expulsam através dos olhos. Daí a expressão «lágrimas de crocodilo».
O beija-flor é a unica ave que consegue ficar parada no ar, decolar e aterrar verticalmente e ainda voar para trás em pleno voo. Conseguem atingir velocidades de 30 a 70 km por hora e a vibração das asas pode atingir de 50 a 70 batidas por segundo

quinta-feira, 1 de março de 2007

O leão e o mosquito


-Vai-te embora, insecto magrinho, criatura mais chata do mundo!

Foi assim que o leão nervosinho, um dia ordenou ao mosquito. O mosquito então resolveu declarar guerra:

-Achas que o teu título de rei me mete medo ou me preocupa? Um boi é maior que tu, e nem por isso me assusta.

Quando acabou de dizer isto, decidiu atacar, armado em valentão. Em seguida ganhou lanço e mergulhou com precisão na juba do leão.
O leão espumou e o seu olho faíscou.

Ele rugiu e a terra estremeceu.

Fez tanto barulho e ficou tão aflito

só por causa de um bichito...

O solitário mosquitomais parecia um enxame

ora lhe picava o corpo, ora o focinho,

Chegando mesmo até ao fundo do nariz.

O leão quase explodiu de raiva.

O minúsculo inimigo triunfou e pôs-se a rir

quando viu as garras e os dentes da fera irritada

a tirar sangue da própria pele.

O infeliz leão feriu-se sozinho,

ao chicotear-se com a cauda de um lado para o outro.

E tanto movimento fez

que acabou vencido pelo furor e pelo cansaço.

O pequeno insecto retirou-se orgulhoso

e assim como atacou, a vitória comemorou.

Por todo o lado festejou até encontrar

uma emboscadano caminho: uma aranha

que o liquidou.





Que lições podemos tirar desta história?

Pelo menos duas: Entre os nossos inimigos

devemos temer sempre os mais pequeninos.

E, diante dos grandes perigos,

devemos estar atentos aos menores obstáculos.
As mais belas fábulas de La Fontaine